A Economia e o Café
O Governo Imperial, ao perceber a grande procura pelas "Águas de Caldas", permitiu que a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro estendesse suas linhas até Poços de Caldas, para facilitar o transporte e dar maior conforto aos visitantes, a inauguração foi feita pelo próprio imperador D. Pedro II em 1886. Pouco tempo depois, com o surgimento da cultura cafeeira em Poços de Caldas, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro passou a levar o ouro negro da região até o porto de Santos, de onde era exportado.

Viaduto da Mogiana: Poços de Caldas (foto histórica)
Os primeiros hotéis surgiram em Poços de Caldas para hospedar os turistas que vinham até a cidade em busca de tratamentos terapêuticos proporcionados pelos banhos de água sulfurosa, as estações de cura eram geralmente longas, e os cassinos e teatros passaram a fazer parte da vida da cidade como forma de entreter os turistas.
Por volta de 1905, o jogo tornou-se um grande negócio para a cidade, empregando muita mão-de-obra e atraindo jogadores de todo o país. As casas de jogo passaram a movimentar a economia, de onde vinham salários e gorjetas, muitas vezes na forma das próprias fichas de jogo, que circulavam como moeda regular na cidade. Além disso, essas casas recebiam shows e peças de teatro, enriquecendo a cultura poços-caldense.

Imagem Histórica: Foto panorâmica de Poços de Caldas (século XX)
Concomitante com o surgimento dos cassinos, na última década só século XIX, a cultura cafeeira, iniciada pelo Coronel Agostinho Junqueira, na Fazenda Barreiro, atingiu enorme desenvolvimento. Além de ser um pilar para a economia poços-caldense, moldou sua sociedade ao passo que atraiu muitos imigrantes italianos para a região.
Poços de Caldas tem a temperatura ideal e o regime de chuvas necessário para cultivar grãos de alta qualidade. A combinação dessas condições com o manejo correto da safra e dos grãos resultam em uma xícara de café capaz de satisfazer os consumidores.

Imagem Histórica: Foto vintage de Poços de Caldas com paisagem colonial
