"Caldas", do latim "Calidus", significa águas termais. Encontradas na região onde hoje se situa a cidade de Poços de Caldas, essas águas sulfurosas que brotam da terra com temperaturas de 45°C, foram as responsáveis pelo surgimento do povoado que deu origem à cidade.
"Hum olho d´água Caldas legítimas, é tão quente que não se pode aturar a mão dentro dela, causa suores gravíssimos, tudo o que são feridas gálicas e gálicos tudo sara com brevidade: sarou um quase leproso com empolas grandes em todo o corpo".
À cidade, pois essas fontes minerais atraiam visitantes, cientistas e enfermos devido às suas propriedades curativas. "Estas águas termais são virtuosas e úteis têm curado entre várias moléstias a do grande mal da lepra que tanto aflige o Continente Americano."
A região era uma sexta parte pertencente à família Junqueira. Devido à importância das águas milagrosas para a população, o governo da época solicitou as terras onde se situavam os poços, e em 1872, na sede da Fazenda Barreiro (primeiro centro habitado na região das fontes hidrominerais, que dedicava-se principalmente à criação de gado), o sesmeiro Major Joaquim Bernardes da Costa Junqueira e seus herdeiros assinaram um documento de doação de 40 alqueires de terras para a fundação da cidade.
A distribuição de terras destinadas à produção agrícola. O Estado, recém-formado e sem capacidade para organizar a produção de alimentos, decide legar a particulares essa função. Este sistema surgira em Portugal durante o século XIV, com a Lei das Sesmarias de 1375, criada para combater a crise agrícola e econômica que atingia o país e a Europa, e que a peste negra agravava.
O Governo Imperial, ao perceber a grande procura pelas "Águas de Caldas", permitiu que a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro estendesse suas linhas até Poços de Caldas, para facilitar o transporte e dar maior conforto aos visitantes, a inauguração foi feita pelo próprio imperador D. Pedro II em 1886. Pouco tempo depois, com o surgimento da cultura cafeeira em Poços de Caldas, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro passou a levar o ouro negro da região até o porto de Santos, de onde era exportado.
Os primeiros hotéis surgiram em Poços de Caldas para hospedar os turistas que vinham até a cidade em busca de tratamentos terapêuticos proporcionados pelos banhos de água sulfurosa, as estações de cura eram geralmente longas, e os cassinos e teatros passaram a fazer parte da vida da cidade como forma de entreter os turistas.
Por volta de 1905, o jogo tornou-se um grande negócio para a cidade, empregando muita mão-de-obra e atraindo jogadores de todo o país. As casas de jogo passaram a movimentar a economia, de onde vinham salários e gorjetas, muitas vezes na forma das próprias fichas de jogo, que circulavam como moeda regular na cidade. Além disso, essas casas recebiam shows e peças de teatro, enriquecendo a cultura poços-caldense.
Concomitante com o surgimento dos cassinos, na última década só século XIX, a cultura cafeeira, iniciada pelo Coronel Agostinho Junqueira, na Fazenda Barreiro, atingiu enorme desenvolvimento. Além de ser um pilar para a economia poços-caldense, moldou sua sociedade ao passo que atraiu muitos imigrantes italianos para a região.
Poços de Caldas tem a temperatura ideal e o regime de chuvas necessário para cultivar grãos de alta qualidade. A combinação dessas condições com o manejo correto da safra e dos grãos resultam em uma xícara de café capaz de satisfazer os consumidores.
A Fazenda Barreiro, conforme foram se passando as gerações, foi dividida entre os herdeiros do Coronel Agostinho Junqueira, dando origem à fazenda que hoje produz o café Casa do Colono: a Fazenda Rio Pardo é produtora de café há, aproximadamente, 100 anos. Possui café das variedades Catuaí Amarelo, Bourbon Vermelho e Amarelo, Icatu Vermelho, Canário e Catucaí.
Luiz Eduardo Junqueira é o atual responsável pela fazenda, quem cuida do plantio, colheita, secagem e beneficiamento do café que é servido aqui na Casa.
Fundada em 6 de novembro de 2017, a família Perencin Junqueira, fundadora da Casa do Colono, atua diretamente no preparo e cuidado dos grãos. A Casa do Colono foi erguida sobre 3 pilares: transparência, excelência e fair trade, tudo isso para trazer-lhe não somente uma xícara de café excepcional, mas uma cadeia de esforços que culmina em seu reconhecimento e apreciação.
Atuando com o chamado "direct trading", unificando pesquisa, escolha e compra de cafés especiais, a Casa do Colono leva grãos das montanhas do Sul de Minas Gerais diretamente para o consumidor final, encurtando a distância entre produtor e consumidor, propiciando uma experiência como nenhuma outra.
Fundada em 6 de novembro de 2017, a família Perencin Junqueira, fundadora da Casa do Colono, atua diretamente no preparo e cuidado dos grãos. A Casa do Colono foi erguida sobre 3 pilares, tudo isso para trazer-lhe não somente uma xícara de café excepcional, mas uma cadeia de esforços que culmina em seu reconhecimento e apreciação.
Total clareza na cadeia produtiva. Atuando com o chamado "direct trading", unificamos pesquisa, escolha e compra de cafés especiais.
A qualidade superior dos grãos cultivados em nossa fazenda de 100 anos, propiciando uma xícara capaz de satisfazer todos os consumidores.
A Casa do Colono leva grãos diretamente para o consumidor final, encurtando a distância entre produtor e consumidor, propiciando uma experiência como nenhuma outra.